Coincidências da vida
Aconteceu uma coisa tão boa agora que merece ser compartilhada. Saí da minha aula de holandês à tarde e chamei o elevador. Como fica no 22 andar, demora um pouco pra chegar. Finalmente chegou, entrei distraída, apertei o botão do térreo e notei que já itnha uma pessoa lá dentro. Quando foquei o olhar dei de cara com uma velha conhecida de infância. Na verdade, não foi uma daquelas coincidências gostosas, que te deixam feliz por encontrar uma pessoa querida há anos distante. Nesse caso, ela foi só meio amiga de uns 2 anos, e era feia que dói . A razão do comentário maldoso (completamente desnecessário em outra situação) é que a pessoa em questão começou a ficar com o cara que eu gostava na época. Esse rolo quase chegou a ser um triângulo amoroso, mas já naquela época eu tinha amor próprio e não estava afim de ser a hipotenusa de ninguém. Devia ter uns 13 anos... sei que nunca entendi porquê diabos ele tinha escolhido ficar com ela. E quando você tem 13 anos essas coisas machucam desproporcionalmente mais do que machucaria agora.
Os anos passaram e é claro que esqueci a história. Aliás em poucos meses desencanei dele, e me encantei por outro. Naquela época eles iam e vinham com a velocidade da luz – mas eram todos platônicos. Alguns mais fortes, outros nem tanto. Alguns que deixaram trauma, enquanto outros eu já nem lembrava mais (como é o caso dessa história agora).
Mas encontrar uma pessoa que um dia roubou seu gatinho, e constatar que ela está ainda mais feia e desgrenhada não tem preço!!!!
Acho que vou mandar essa história pro site da Mastercard, será que eles gravam??
O que aprendi com o quiabo
Quem nunca foi parado por algum policial na vida? Polícia rodoviária, civil ou até ambiental. Que seja um salva-vidas na praia apitando pra você se afastar da correnteza. Duvido que alguém nunca tinha tido essa experiência.
Eu já. Mais de uma vez. Mas a mais recente é a que vale a pena ser comentada. Até por que, em tempos de bafômetro não se fala em outra coisa.
Enfim, vamos à estória.
Como boa neta que sou, fui almoçar com minha avó. O cardápio era ravioli de pato, arroz, omelete e brócolis, mas os menus que ela inventa merecem um post exclusivo. Para acompanhar, vinho branco (dos bons).
Papo vai, papo vem, chega a hora de ir embora. Era mais ou menos 15h, sol a pino. Faço um caminho diferente para passar naquela loja da Sumaré e depois aproveitar para ir no banco. A 100 metros do banco me deparo com uma “Unidade Móvel” da Polícia Militar. Logo noto os cones que demarcam um simpático “estacionamento” ao lado dos oficiais. E eis que um deles anda pro meio da rua, tira o cone e me manda parar.
&%@*%$%&$#%!!!
Estaciono, desligo o Seu Jorge que gritava no carro “burguesinha só no filé” e atendo às ordens:
- Carteira de habilitação e documento do veículo.
Inexplicável dizer o que eu sentia no momento. Só sei que o suor brotava de todos os poros, e eu fazia força pra mascar bem o meu Trident Herbal Fresh e tentar disfarçar o cheio de bebida.
Ele avaliou os documentos, fez algumas perguntas. Eu guaguejei em todas as respostas, e não conseguia disfarçar o nervosismo. Não sei como nem porque, mas ele começou a falar que se separou há 7 anos, conheceu uma italiana e eles gostam de viajar no final de semana para conhecer lugares novos. Disse que a vida dele não é só a Polícia não, que é importante se divertir. Perguntou dos pontos turísticos de Piracicaba e eu, que só almocei na Rua do Porto uma vez na vida, me vi dando altas dicas gastronômicas.
Aproveitando o momento de simpatia do oficial, resolvi contar que tenho um amigo da Polícia Rodoviária Federal (que na verdade só vi 2 vezes na vida) e que a gente fez um projeto junto e que ele também era um cara divertido.
Comecei a explicar onde eu trabalho e o que eu faço, e como esse ano estava envolvida num projeto de segurança nas estradas voltado para motoristas de caminhão. Falava com calma, articulando o pensamento, mencionando os conceitos da campanha e tentando não guaguejar mais. Até que ele pergunta:
- E o que você acha dessa lei nova do bafômetro?
- Acho o máximo, desde que você não me peça pra fazer o teste agora.
Óbvio que a segunda parte só foi ouvida dentro da minha cabeça. Na realidade o que falei foi:
- Acho que tem que fazer mesmo, principalmente nas estradas onde os acidentes são mais graves e nos bairros cheios de barzinho onde a molecada bebe sem pensar nas conseqüências...
Ele me olhou, me entregou os documentos e disse sorrindo:
- Não vou nem fazer o seu rezistro (sim, com z) senhorita. Pode ir e tenha uma boa tarde.
- Ok, obrigada!
- Pode me chamar de Cabo Adriano.
- Prazer em conhecê-lo, Cabo Adriano, bom serviço!
Uuuuuuuuhhh! Como se diz em Piracicaba, “lisa como um quiabo!”. Viva minha empresa (que impressiona algumas pessoas), viva o Molinari (meu amigo polícia) e viva minha cara de pau!
Da cozinha
Será que agora que eu to cozinhando tenho que parar de chamar salsa e cebolinha de "verdinhos"::: (to sem interrogação)
Meu arroz, minha farofa e minhas panquecas ficaram o máximo! Há!
11
No dia 11 de julho de 2005 foi meu primeiro dia de trabalho aqui.
Hoje, dia 11 de julho de 2008 é o dia em que empacoto todas as tralhas acumuladas nesses exatos 3 anos de trabalho para liberar a área para a pessoa que vai ocupar minha cadeira enquanto eu estiver "no estrangeiro".
Vou muito feliz, por que sei que o desafio que me aguarda vai ser ótimo. Não vejo a hora de começar, de por em prática todo o meu esforço para aprender o idioma. De fazer cara de "ahn?" quando me perguntarem alguma coisa, de ouvir gente rindo do meu sotaque... de gesticular no supermercado pra me fazer entender! E isso é só uma parte da experiência.
Sempre simpatizei com o número 11. Se ele for mesmo meu número da sorte, espero que em 11 dias meu visto fique pronto e eu possa finalmente entrar no avião!
Aguardem cenas do próximo capítulo. (e rezem muito, porque o visto tá embaçando e eu estou quase tendo uma síncope!!!)
Do bafômetro
Sabia que na Suécia todos os táxis são equipados com bafômetro? Não, não é para os passageiros, é para os próprios motoristas! Por que quando o carro fica desligado por meia hora ou mais eles não conseguem dar a partida antes de dar uma baforada. É isso aí, o carro não liga até que o bafômetro constate que nesses 30 minutos o cara não foi encher a cara de aquavit. E o melhor é que ninguém reclama disso, eles sabem que é a lei e obedecem...
No Brasil seria igualzinho, né?
Momento consciente
Há um projeto de lei que está na Câmara dos Deputados que, se aprovado, irá autorizar a derrubada de até 50% da Amazônia, legalizar os desmatamentos e desobrigar os responsáveis a recuperarem o que foi derrubado. É o Projeto "Floresta Zero".
Muitas coisas me preocupam. Fome, miséria, violência, educação, saúde, transporte público, seca, enchentes, incêndios, aquecimento global. Mas o que mais me incomoda é a situação da Amazônia. Por isso, assinei o abaixo assinado do Greenpeace (clique no logo para se informar), mandei a indicação para vários amigos fazerem o mesmo e agora resolvi postar no blog. Eu sei que não é suficiente, mas o que não dá é para ficar sentada esperando pra ver o que acontece.