Enquete
Essa é para os homens, apesar de eu só ter 2 que comentam, e sei que 1 está no tronco e não tem tempo de ler blogs.
Leiam o post de ontem e respondam:
Você contrataria o Marido de Aluguel??Sério, você teria coragem de ligar na empresa do cara e falar "eu tô precisando de um marido de aluguel"?
Participem!
Glub glub
Uma das grandes desvantagens de morar sozinha é que quando você tem algum problema doméstico e tem que procurar algum encanador/ eletricista/ pedreiro que aceite fazer o serviço à noite.
Óbvio que para coisas menos urgentes você pode esperar o dia da faxineira estar em casa. Na minha situação atual, não. Estou com um vazamento no chuveiro, e o som das gotas se estatelando no piso é como uma tortura chinesa.
Hoje, enquanto tomava café da manhã coloquei um baldinho embaixo da goteira para ouvir um barulho diferente. Em 15 minutos o balde estava quase cheio.
Tinha uma reunião importante às 9h30 e não tinha como desmarcar. Então, deixei o baldinho ali mesmo e vim trabalhar. O encanador que normalmente presta serviço lá no prédio está ocupado e só pode ir na quinta.
Desculpe, meu querido, quinta eu já estarei debaixo d’água ou numa camisa de força.
Então uma amiga fez uma piada sobre “marido de aluguel”, entrei no Google e encontrei. Quem nunca ouviu falar disso, por favor entre no site (
www.maridodealuguel.com). O site é ótimo, cheio de piadinhas espirituosas. Ele parece ser um excelente profissional, mas esqueceu de uma coisa básica: seu nome!
Não me imagino pegando o telefone e falando:
- Alô, por favor o Marido de Aluguel?
Acho que prefiro me habituar à uma vida aquática. Eu sempre quis mergulhar, mesmo.
Olé!
Estou frente a frente com um de meus maiores traumas de infância: a matemática. Resolvi fazer um MBA, que exige que eu faça uma prova de raciocínio lógico, que por sua vez demanda conhecimentos básicos de matemática. Ou o que eu gosto de chamar “kit pânico” (álgebra, aritmética e geometria).
As Ciências Exatas já me levaram às lágrimas muitas vezes no passado. E tudo começou na 3ª série (hoje 4ª série do Ensino Fundamental), com a vaca da tia Dim. Não me julguem por ofender a professora que "ensinava" matemática antes de ouvir a história.
Desde pequena eu era meio “avoada”. Por exemplo, se tivesse prestando atenção na aula e passasse uma borboleta na minha frente, eu começava a seguir suas asas coloridas e delicadas, deixando a imaginação voar junto.
Acontece que numa dessas divagações, a vaca me pegou. Com suas pernas atarracadas, cabelo pixaim tingido de ruivo e óculos fundo de garrafa, enfiou a régua na minha cara e me fez uma pergunta, voltando toda a atenção da classe para minha pessoa.
Intimidada e nervosa, gaguejei e respondi errado. A classe, cheia de crianças de 8 ou 9 anos, imediatamente começou a rir e fazer um som de jegue. Sim, aquele bicho que faz “ió, ió, ió”.
A vaca riu com eles, e demorou alguns longos minutos para interferir na piada maldosa. Mas aí a merda já estava feita. E durante todos esses anos eu tive um medo muito grande de tentar de novo, errar, e alguém perceber. O que me levou basicamente a parar de tentar.
Enfim, consegui sair do colégio sem repetir de ano, mas deixando vários professores particulares extremamente felizes. Se eu aprendi ou não, difícil dizer, porque o trauma supera isso e até hoje não precisei tentar de novo.
Me formei em Comunicação e a vida profissional tem sido gentil comigo (nesse sentido). Mas anos depois sem pensar naquelas fórmulas e regras todas, me vejo encarando os números de frente. E eles me olham como um touro chifrudo e furioso, soltando fumaça pelas ventas e arrastando a pesada pata na terra.
Disposta a superar o trauma e realmente aprender alguma coisa, me inscrevi num curso que exige que eu estude muito. As dores de cabeça estão constantes. Imagino que isso seja resultado da força que meu cérebro tem que fazer para trazer à tona coisas que eu empurrei lá pro fundo da memória, pra debaixo de outras coisas muito mais legais e emocionantes.
Mas dizem que com dedicação, concentração e paciência é possível conseguir um bom resultado na prova. E eu estou disposta a mergulhar nos estudos, enfrentar meu medo, superar minhas inseguranças e ousar.
Já era hora de encarar o touro. Então, se não der para derrubá-lo pelos chifres, torçam para que pelo menos eu consiga jogar o pano vermelho na cabeça dele e sair correndo.
Tá frio aí em cima?
Pessoas com pernas longas são mais atraentes, diz estudo
fonte: BBC Brasil
Um estudo realizado por pesquisadores poloneses indica que pessoas com pernas longas são mais atraentes aos olhos do sexo oposto.
A pesquisa, publicada na revista New Scientist, envolveu 218 homens e mulheres que foram submetidos a um teste visual.
A equipe de psicólogos da Universidade de Wroclaw, na Polônia, apresentou aos participantes fotos de sete homens e sete mulheres da mesma altura, alteradas digitalmente para que o comprimento das pernas fosse aumentado em 5%, 10% e 15%.
Após observar as imagens, os voluntários apontaram que as fotos de homens e mulheres com pernas 5% mais longas eram as "mais atraentes". Em segundo lugar, ficaram as pessoas com pernas 10% maiores do que o normal.
Estudos anteriores já haviam mostrado que as pessoas mais altas geralmente fazem mais sucesso com o sexo oposto, mas, até então, não era se sabia se o tamanho das pernas também tinha uma influência.
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Eu, do alto dos meus 1,20 de perna, discordo desse estudo.
Pensando bem, talvez seja válido só para a Polônia... Sem bem que lá eu seria baixinha.
Acho melhor ficar por aqui mesmo.
When you wish upon a star
Quando eu tinha 12 ou 13 anos fui com a família para os Estados Unidos. Fizemos uma viagem de carro de Los Angeles a São Francisco, depois fomos para a Flórida visitar amigos e, of course, para a Disney!
A primeira parte era uma novidade completa. Minha primeira road trip. Primeira e única até o momento, porque só viajo de avião ou trem, e nenhuma das opções se passa em estrada.
Enfim, o plano era subir pela costa da Califórnia, observando a praia e o Oceano Pacífico. Era janeiro, e o clima não favoreceu muito. Quer dizer, nem um pouco. Acho que Saint Peter (quando em terras gringas o nome do santo tem que ser traduzido) estava revoltado, porque mandou tempestades, vendavais e afins, causando fechamento das estradas da costa, ondas gigantes, deslizamento de terra e por aí vai.
Arranjamos uma alternativa e viajamos pelo deserto da Califórnia, também interessante. Até pela Route 66 passamos. E cidades como Bakersfield me dão frio na espinha até hoje. A única coisa que tem lá é campo de mini-golfe. Muitos.
São Francisco foi o máximo. A cidade é linda e demos boas risadas com o Porcelana, turaluralura, a lanchonete dos anos 50 e as focas de Fisherman’s wark. (esse parágrafo é só pra MH, única pessoa que vai entender).
A segunda parte era o sonho da minha vida. Mal podia esperar a hora de ir pra Disney! Sei que é um clichê, mas totalmente justificável. A Disney é a terra dos sonhos, da fantasia, de um mundo incrível onde tudo é possível!
Estava ansiosa, quase histérica, mas finalmente o dia chegou.
Começamos pelo Magic Kingdom, o parque principal, que tem o castelo da Cinderela, Space Mountain e outras atrações famosas. Assim que colocamos os pés dentro do parque avistei o Mickey. Mega empolgada, queria sair correndo ao encontro dele. Mas meus pais me seguraram, dizendo:
- Calma, acabamos de entrar. Você vai cansar de ver o Mickey.
Resumo da ópera, ficamos lá cinco dias, e eu NUNCA MAIS VI O MICKEY!
A única foto que eu consegui é com um Mickey de pelúcia gigante. Grande coisa, minha irmã tinha (tem!) um igualzinho em casa.
Depois disso fui para a Disneyland (na Califórnia) e para EuroDisney (em Paris) e eu NUNCA MAIS VI O MICKEY.
Sobre línguas
E então um belo dia eu resolvi aprender holandês. Uma das primeiras coisas que você pensa quando decide aprender um novo idioma é procurar um dicionário, certo?
Recebi uma indicação de um conhecido que já estudou holandês, e disse que por acaso havia visto um dicionário português/holandês na Saraiva do Eldorado. Como coisas assim são raridade, para antecipar o processo entrei na loja virtual.
Para começar, existem 1.414 dicionários disponíveis na loja. Obviamente os principais são de português, inglês, espanhol, alemão, italiano, francês e japonês – em ordem crescente por variedade de publicações.
Então cliquei em um link escondido, chamado “outros idiomas”. Constam 68 dicionários. Os de chinês encabeçam a lista das publicações mais numerosas, mas também existem vários de hebraico, grego e latim. As minorias são árabe, russo, afro (?), esperanto, banto (!), e finalmente, um único exemplar do tão cobiçado holandês.
Dado importante: a média de preço de um dicionário nessa loja é R$ 50,00.
Quem adivinhar o preço do português/holandês ganha uma torta de maçã (holandesa)!!!
Pensando bem, esse negócio de quiz em blog não dá certo, porque todo mundo vai no site da loja procurar o preço, e isso não é justo. Os mais preguiçosos vão direto pro Google. Enfim, esqueçam o desafio, eu conto quanto custa: a pequena bagatela de R$ 338,00. Trezentos e trinta e oito reais!
Inconformada, fui avaliar o preço na concorrência. Resultados:
FNAC – não tem
Americanas – não tem
Livraria Cultura – tem uma versão holandês/catalão por R$ 36,93, mas eu não falo catalão
Submarino – R$ 259,26
O que me leva a concluir que:
1) O Submarino realmente tem o melhor preço
2) É mais fácil aprender chinês do que holandês!
3) Se tiver alguém aí que esqueceu de me dar presente de Natal, fica aí a dica!
Relato verídico de 31/dezembro/2007
Recebi um e-mail de um amigo relatando sua experiência na virada do ano. Não resisti e pedi autorização para postar a estória, reservando a identidade do protagonista.
"Comecei com o pé na merda. Juro! Meia-noite e meia eu fui fazer “pipi” sobre uma ponte de pedestre que levava pessoas de Bombinhas para a praia vizinha, onde estava rolando um luau. Estava bem apertado e por isso rumei para a ponte com certa urgência. Era uma área meio pantanosa e enquanto eu urinava meus pés, canelas e pernas começaram a afundar. Quando acabei, tive a maior dificuldade de sair dali...o chinelo prendeu, soltou a tira...uma cagada completa. No que voltei na direção dos meus amigos, fui alertado que o lugar que eu tinha escolhido era justamente um córrego com a desembocadura de uma estação de esgoto ao lado. Imagina como eu fiquei, né? Quase vomitei! Entrei na água e comecei a fazer um peeling com a areia do fundo do mar para tentar melhorar a sensação desagradável. Mas, como dizem que merda dá sorte, acho que o ano vai ser brilhante. "
Vale ressaltar que ele demorou para chafurdar porque na primeira meia hora do ano estava cumprindo os devidos rituais de Ano Novo com champagne, uvas, sete ondinhas, fogos e etc... Ou seja, teve um glamour de 30 minutos antes da desgraça acontecer!
Na oficina
Meu segundo carro foi uma Parati Turbo 1.6 cinza maravilhosa. Arrancava olhares e suspiros onde quer que eu passasse ou estacionasse. Era meu xodó, e além de bonita era econômica e nem por isso menos potente.
Mas como nem tudo é perfeito, no segundo ou terceiro mês com o carro, tive o primeiro problema. Nada grave, só o limpador do vidro traseiro que tinha parado de funcionar – o que é inaceitável num carro que não chegou nos 300km rodados.
Como sou prevenida, resolvi consultar um amigo que entendia tudo de carro antes de me dirigir à concessionária. Sei que esse povo fica doidinho quando uma mulher entra sozinha na loja. E não estou falando de beleza, só de ignorância mesmo. Mulher em oficina é um problema. Eles adoram tirar uma vantagem de nós, pobres e indefesas criaturas, sem grandes conhecimentos para travar uma grande discussão.
Bem, eu tinha lá meus 21 anos e não entendia patavinas de carro. Ok, agora tenho 26 e ainda não entendo, mas esse não é o ponto.
Consultei o Giuliano, que me explicou exatamente qual era o problema:
- Ah, isso é super simples, deve ter dado um problema no chicotinho. É só dar uma apertada que resolve, o carro nem vai ter que ficar na oficina. Vai tranqüila e fala exatamente o que eu te expliquei que o cara resolve isso na hora.
Simples, não? Também achei.
No dia seguinte bem cedinho eu cheguei na concessionária. Cliente nova, carro novo, na flor da idade e sozinha. Logo veio o primeiro malandro tentar tirar uma casquinha.
Com uma cara séria pra impor respeito, expliquei que o limpador traseiro não estava funcionando. Ele se abaixou pra espiar embaixo do porta-malas e sua cabeça sumiu lá embaixo. Como não podia decepcionar o Giuliano nem me deixar ser enganada, desandei a falar:
- Então, o carro tem poucos meses de uso e já deu esse problema. De uma hora pra outra parou de funcionar. Ainda bem que é uma coisa simples né, é só apertar a chiboquinha...
Só o que resta dizer é que o serviço saiu de graça. Pelo menos daquela vez.
... vai ser diferente?
Praticamente todo blogueiro sai de férias no fim do ano. Com a pressão de dezembro, as pessoas resolvem priorizar as milhões de atividades que têm que fazer e param de escrever no blog. Alguns são educados e se despedem, outros (como eu) simplesmente desaparecem.
Tudo bem que eu fiquei 20 dias ausente, que talvez tenha sido um pouco mais do que algumas pessoas. Mas ontem me surpreendi com o quanto esse povo escreveu. E várias pessoas também mudaram o layout... O que prova minha teoria de que 2008 é o ano da mudança. Pra todo mundo, não só pra mim, não.
Meu ano já começou diferente. Primeiro porque a virada foi em um lugar longe da praia, frio, sem nem uma única pessoa de branco, e ninguém cantou “adeus ano velho, feliz ano novo” às 00:01. Além disso eu sobrevivi à esse momento tão tenso que é a virada do ano na Holanda. Tenso, sim, porque lá fogos de artifício são proibidos o ano todo e só liberam no dia 31 a partir das 10h da manhã. Preciso descrever a loucura que é ou já deu pra captar?
É neguinho pra tudo quanto é lado soltando fogos, velho, novo, criança, homem, mulher. Soltam pra cima, pra baixo, no pé do outro... super saudável a brincadeirinha.
A rua onde eu passei a virada parecia um campo de guerra. Eram tantos fogos, que eu fiquei colada na parede pra tentar me proteger. Mas tinha barulho de guerra, tanta fumaça quanto eu imagino que tenha numa guerra e gente correndo pra todo lado. Ou seja, uma guerra.
As ruas ficam imundas, mas num país civilizado você vê famílias inteiras varrendo a rua no dia 1º. A prefeitura também limpa é claro, mas os moradores simplesmente facilitam o trabalho delas. Já pensou?
Voltando as mudanças do ano, as primeiras já começaram a acontecer pra mim. Dizem que toda mudança é positiva, o difícil é se adaptar a elas no começo. Mas, vamos que vamos, como eu sempre digo, a gente consegue se acostumar a tudo.
É ou não é?