Prêmio??? Pra mim??

Geeente olha que luxo isso!
O MH me indicou para um Prêmio!! Além disso ser muito legal porque é mesmo muito legal, serve para curar minha carência devido à falta de comentários!!
Já falei uma vez, eu tenho controle de acesso de leitores, eu sei que tem gente que lê, só que nem metade comenta!!!
Bom, queria poder indicar mais que 5, mas como são só 5... As indicações vão para:
Zagaia - que foi quem me inspirou a criar um blog e me diverte horrores toda vez que resolve escrever
Ana Téjo - que foi me inspirou, e agora diverte, distrai, ensina...
Gastón (vulgo Rânei) - que me inspirou, compartilhou, fez funcionar nosso blue tooth e agora me diverte (no blog e ao vivo)
Sam - que apesar de não escrever com muita freqüência é poderosérrima
Vicky - que anda ausente, mas me diverte, me inspira, me faz pensar...
Rota de fuga
No meio da tarde de ontem dois homens vieram no meu departamento para entregar um informativo chamado “Instruções para Abandono de Área”.
Todo mundo que trabalha já pensou, pelo menos uma vez, em alguma maneira de abandonar o trabalho. Portanto, minha conclusão é que esse material era um desperdício de papel.
“Abandone todas as suas tarefas”, estava escrito no primeiro parágrafo.
Se tratava de uma simulação de incêndio, mas minha imaginação foi longe. Pensei em fazer um rapel no prédio, pular de pára-quedas ou simplesmente sair correndo pela porta – que é a opção mais lógica já que eu trabalho no térreo, e para conseguir realizar as outras idéias eu teria que subir no mínimo até o quinto andar – e isso não seria muito interessante, já que em caso de incêndio os elevadores não funcionam e eu teria que encarar muitos lances de escadas.
Enfim, chegou o dia do treinamento. Foi a primeira vez para mim. Para acabar com o elemento surpresa, os bombers fizeram o favor de avisar o horário – 15h00. Pô, isso não tem a menor graça, cadê a espontaneidade da vida? Às 14h50 já estava todo mundo agitado, principalmente no meu departamento porque podíamos ver pela janela um ônibus que invadiu o jardim, uma vítima atropelada e várias outras dentro do busão. Só faltou sangue pra completar o realismo. Era simulação de incêndio ou de ataque terrorista??
Antes da sirene tocar, o coitado que estava embaixo do ônibus já levou uma esguichada de mangueira de bombeiros, que não deve ser brincadeira. E não tinha nem uma faísca sequer. Com o frio que faz hoje ele vai pegar, no mínimo, uma gripe. Quiçá uma pneumonia.
Então, de repente um homem vestido de Nicolas Cage no filme do World Trade Center, com máscara de oxigênio funcionando e tudo, entra no departamento. Ok, vamos saindo, com calma, silêncio, sem correrias e brincadeiras.
A saída era pelo auditório. Fui a primeira entrar, e surpreendi um grupo de estagiários que estavam em treinamento e não tinham sido informados da simulação. Aproveitei a oportunidade para soltar um firme “temos que abandonar o prédio”. Riram, se entreolharam, e só quando eu empurrei a barra anti-pânico da saída eles acreditaram que era sério.
Antes de sair, eu queria pegar um guarda-chuva, mas me falaram que não estava chovendo. Ficamos uns 25 minutos lá fora, e é óbvio que começou a chover. Óbvio porque Murphy impera e eu tinha feito escova na véspera.
Todos os funcionários saíram do prédio, até executivos, diretores e tal. Só não se via o presidente. Com tanta gente à toa junto, começaram as especulações de onde estaria o homem. Ainda mais sendo que hoje é aniversário dele.
Eis que alguém joga uma corda do terraço que tem na cobertura do prédio. Imediatamente visualizei o tiozinho grisalho descendo de rapel pelas paredes, com uma agilidade surpreendente. Chegando ao chão, todo mundo começou a cantar Parabéns a Você.
Sucesso total. Que simulação, que nada. O objetivo disso tudo era comemorar o aniversário dele. Exibido ele, não?
E ainda por cima roubou minha idéia.
Adeus ano velho...
Quem me conhece ou leu meu histórico de posts, sabe que eu tenho minhas superstições em relação à reveillon. Pois é, sou cheia dos rituais de virada do ano, que vão desde a escolha da roupa de baixo até pular ondinhas com o pé direito.
Desde que me conheço por gente eu pulo onda no Ano Novo. Lembro de algumas viradas “no seco”, mas são memórias distantes e fracas. As mais inesquecíveis noites de reveillon aconteceram na praia.
Meu negócio é sentir a areia fria da noite nos pés, a brisa morna nos cabelos, parar na frente do mar esperando uma boa onda, pensar nos meus 7 desejos, pular com o pé direito segurando as havaianas (vermelhas, né
Vicky!) numa mão e a taça de champagne na outra, molhar a saia (branca), tirar a zica, rir dos bêbados que resolvem nadar, fugir dos siris noturnos e abraçar o maior número de conhecidos queridos possível.
Mas esse ano, tudo vai ser diferente. Vou fazer uma viagem, bem legal. Consegui uns dias de descanso no trabalho em dezembro, coisa que não acontece há uns 2 anos, no mínimo. Então, vai dar pra ir pra longe. Não, não é pro Nordeste. Vou mais longe que Trancoso... Tipo outro continente. Precisamente acima do Equador, onde as temperaturas em dezembro não chegam nem perto dos 10ºC (o auge do inverno em São Paulo).
Vou sozinha. Mas tenho uma pessoa muito especial me esperando quando a porta automática do desembarque abrir. Pessoa essa que vai me mostrar como se comemora a virada do ano no hemisfério norte desse planeta. E que, à meia noite, vai me dar o abraço mais gostoso e mais importante do ano inteirinho, que é pra comemorar o que passou e pra preparar para o que está por vir.
Pensando melhor, uma mudança de hábitos vai me fazer bem. Provavelmente vou ser a única pessoa de branco cantando a tradicional musiquinha de boas-vindas ao ano que chega. Tudo bem, vai estar todo mundo bêbado, mesmo. Ninguém vai reparar nesse detalhe.
Além disso, por via das dúvidas, no dia 31 vou levar uma nota de dinheiro dentro da bota, vou subir numa cadeira na virada e beber uma taça de champagne. Importado, é claro. Pra onde eu vou não tem esse negócio de Salton, não.
"O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior".
Alfred Montapert
À prova de curiosos
Na minha frente, do lado direito, um rio de luzes vermelhas que parecia levar ao inferno. Mais um dia presa no trânsito, coisa pouco rara na vida de quem mora em São Paulo.
O engarrafamento parecia não ter fim. Buzinas, sirenes, grosserias, motoqueiros tirando fina do meu retrovisor e tensão. Muita tensão. Depois de um longo dia, o que a gente mais quer é chegar em casa e deitar no sofá com os pés pra cima. Outros preferem o bar, mas como não estou podendo beber vamos ficar com uma sugestão mais comportada para descompressão.
Longos minutos se passavam num trecho que normalmente atravesso em segundos. E o rio vermelho piscando ensandecidamente, sem intervalos. Breca, acelera. Primeira, segunda, breca de novo. Sua luz de freio está queimada, meu amigo, quase leva uma na traseira. Era só o que faltava.
De repente, vejo que o trânsito começa a fluir. Começo a procurar a razão desse milagre, que aconteceu de surpresa e resolveu instantaneamente o problema, como se fosse a tampa de uma banheira que fora tirada, libertando a água ralo abaixo.
Finalmente me deparo com a razão, que de milagre não tem nada. E não vejo nada mais que dois carros amassados, duas ou três pessoas em pé discutindo, um CET e alguns cones bloqueando uma faixa.
Não é justo. Sem menosprezar o acidente dos outros, ainda mais quando envolve vítimas, mas não me conformo que isso possa afetar tanto a vida das outras pessoas, que só estão ali de passagem. E o que me irrita mais é saber que a culpa é exatamente dessas outras pessoas, e não de quem bateu o carro.
Por que esses infelizes (notou a agressividade aumentando?) por um segundo ignoram que têm um objetivo para estar naquela fila vermelha, que é andar para chegar a algum lugar, e desaceleram para tentar enxergar melhor a desgraça alheia.
É a curiosidade mórbida do ser humano. É a vontade de ver o quanto as pessoas se ferraram. E quanto maior o estrago, maior a satisfação. Acho até que as pessoas ficam decepcionadas quando ficam presas num engarrafamento máster para depois descobrir que não se passava de um pneu furado. Antes fosse um atropelamento.
Pois é, o povo quer ver coisa grave, quer sentir que alguém tem um problema pior do que o seu. E há até um certo prazer quando o espectador solta um “xii, esse aí tá ferrado”.
Por isso, tive uma idéia, modéstia a parte genial, para acabar de uma vez por todas com trânsito causado por esse problema: trata-se de um biombo dobrável feito com barras de alumínio com peso na base e lycra preta resistente às ações do tempo, que pode ser rapidamente montado e desmontado no local da ocorrência, com dois objetivos básicos: preservar o acidentado e manter o trânsito fluindo normalmente.
Funcionaria assim: da mesma maneira que triângulo, macaco e estepe são itens obrigatórios, o biombo também faria parte dessa lista. E, assim como um pneu, seria comercializado na medida do carro: pequeno se você tem um Ka, médio se tem uma Parati e grande se tem uma Pajero.
Além do que, policiais, marronzinhos da CET e ambulâncias andariam com diferentes tamanhos e modelos do biombo em suas viaturas, para socorrer os possíveis (e prováveis) desprevenidos. E, se por acaso você se envolvesse num acidente e não estivesse portando seu biombo, levaria uma multa. Gravíssima.
Assim, não só você se protege de olhares curiosos, piadinhas de mau gosto e afins, como não atrapalha a vida dos demais. Não é porque você se deu mal que vai querer que todo mundo se dê mal, não é mesmo?
Ah, é, estamos no Brasil né... Pena, a idéia parecia tão boa...
Ainda sobre tecnologia
Estamos vivendo agora uma revolução na televisão. Aparentemente o país começou a mudar a partir de 2/dezembro/2007, data oficial do início da transmissão digital.
A questão é que pra isso, é preciso comprar um set top box, que converte a imagem. E a brincadeira não sai barata. E isso significa que por enquanto, quase ninguém vai poder assistir a TV em freqüência digital.
Obviamente existem os tech-freaks, e é nesse ponto que eu queria chegar. Se você não é fanático por novas tecnologias, tente garantir pelo menos um amigo que seja. Assim, você se mantém informado e tem a chance de conhecer os gadgets em primeira mão, enquanto ainda são carérrimos. Depois de um tempo, tendo certeza de que a invenção é realmente interessante, você espera o preço cair e compra o seu – provavelmente até de um modelo mais avançado que o do amigo.
Tenho vários amigos tech-freaks, que me inseriram no mundo do iPod quando ele ainda era aquele grandão branco e PB. Agora já vi o iPhone funcionando no Brasil. E imagino que logo mais a Roberta, minha principal amiga apaixonada por tecnologias e lançamentos, vai ter a TV digital instalada em todos os aparelhos da casa.
E já estou esperando o convite para primeira sessão de cinema. Quem sabe depois de uma manhã à beira da piscina, pegando aquela cor para impressionar todos os gringos branquelos que vou encontrar no final do ano.
Por isso, não confundam tech-freaks com nerds, porque de nerd ela não tem nada. É inteligente, sim, mas também sabe aproveitar vida, e muito. Ainda por cima é uma das pessoas que eu conheço que melhor sabe receber pessoas em casa. O churrasco do último sábado é prova disso – começou às 13h e foi até às 23h. Sem faltar absolutamente nada.
Ró, quando eu crescer quero ser que nem você!