Sexta-feira, Outubro 26, 2007

Sobre planos

João era um jovem ambicioso que sabia o que queria da vida. Desde pequeno aprendeu a pensar no futuro, e se acostumou a fazer planos.

Já no ginásio sabia o vestibular que ia prestar. No colegial pensava no primeiro emprego. Na faculdade já começou a ensaiar os primeiros passos para ser gerente. E daí pra cima – o céu é o limite.

João era um sonhador. Na segunda-feira já combinava os programas do final de semana. Um ano antes de sair de férias, já sabia até o hotel onde se hospedaria. Planejava o máximo para não ter que lidar com imprevistos.

Até a esposa João escolheu dessa maneira. Planejou, avaliou riscos, considerou todas as possíveis interferências e pediu sua mão em casamento. Essa foi a primeira noiva da história que teve 100% de apoio do marido, e não se estressou com os preparativos da festa.

No começo, Ana estranhava um pouco a racionalidade de João, mas aprendeu a lidar com isso. Esse estilo de vida proporcionava uma segurança que até então ela não conhecia, e acabou se apaixonando pelo método do marido.

A vida do João era um MS Project. Tinha planilha para tudo, da lista do supermercado até a escola dos filhos que sonhava em ter.

Sempre planejou o próximo passo, até aquela noite voltando do sítio em Itu, recém comprado. Chovia, mas João era um homem prudente. Era aniversário do chefe e ele tinha que voltar para São Paulo a tempo para o jantar. Saíram mais cedo, considerando o tempo no trânsito num domingo à noite, e a chuva que ameaçava cair.

O céu escureceu, as nuvens se solidificaram e a ameaça se concretizou. Reduziu a velocidade, ligou o farol de neblina e se assegurou que o cinto de segurança de Ana, que dormia, estava bem preso. Seguiu viagem.

Dirigia a 90km/hora, o limite recomendável em caso de chuva. Estava na pista da esquerda, ultrapassando um caminhão, quando do meio da nuvem surgiu um carro com luz de xenon, colando em sua traseira. Impaciente, João sinalizou que ia mudar de faixa e acelerou. Entrou na frente do caminhão, sem ver na escuridão a outra carreta que tinha os faróis queimados. A última coisa que se lembra é o barulho das buzinas e o reflexo dos faróis nos espelhos do seu carro estilhaçado.

Depois do acidente, Ana não acordou. Hoje, João vive com o peso da saudade e da culpa. Da desgraça, conseguiu tirar uma lição: agora, não vê sentido em fazer planos e traçar estratégias. Sabe que, apesar do conforto que isso proporciona, não é seguro. Não existe garantia de que a vida vai seguir seu planejamento, por mais bem feito que ele seja. E sabe que tudo pode mudar a qualquer minuto.

Com uma história triste, João aprendeu a ser espontâneo. Ainda pensa no futuro, mas sem definir estratégias e metas. Vive cada dia de uma vez e continua sonhando com o dia em que vai poder segurar Ana novamente em seus braços.

Alívio master

Com a mudança de layout, meu Statcounter parou de contar. Por três dias fiquei sofrendo achando que ninguém mais lia meu blog. Estava prestes a cometer um blogcídio, o que seria trágico já que o "Depósito" mal tinha acabado de nascer.

Então resolvi fuçar, já que notei que meu amigo que normalmente me ajuda não estava disponível (visto que não responde meu e-mail há dois dias), e consegui resolver sozinha.

Agora tudo voltou ao normal e eu sei que vocês estão aí, por mais silenciosos que sejam.

Ufa..

Segunda-feira, Outubro 22, 2007

Metamorfose

1. mudança de forma, estrutura e hábitos que ocorre durante o ciclo de vida de certos animais.
2. mudança completa de uma pessoa ou coisa


Sim, você está no lugar certo!!!

Não se assuste. Eu só quis mudar um pouco. Estava cansada daquele ar escuro do blog antigo, e to namorando esse modelo há um tempão...

Então, como comemorei 2 anos de blog dia 19/outubro, tomei uma decisão e mudei a cara do blog. Já estava na hora.

Mudei o nome também. Não vou mudar o endereço, nem criar um novo blog. Por enquanto, isso já é mudança suficiente.

Vai saber, talvez seja um ensaio para a vida real...

Espero que gostem!

Sexta-feira, Outubro 19, 2007

Tempo

O tempo é uma coisa engraçada. E, para muitas pessoas, rara.
Você conhece alguém que mora em SP e não reclama da falta dele? Pois é.

Nesse último mês, o tempo foi o culpado da minha ausência do blog. O tempo, pura e simplesmente, em todos os sentidos.

Por não ter tempo, por precisar dar um tempo.

Esse post não quer dizer que o tempo acabou. Só queria informar para quem está me xingando por não estar escrevendo, que a vida tá difícil, mas que eu não esqueci do blog, não.

Daqui a um tempo eu volto.