Quarta-feira, Setembro 19, 2007

Quando cai o pano...

Meu querido amigo Gastón, que mais uma vez contribuiu para a inspiração dessa que vos escreve: você tem NOÇÃO de quanto custa um conjunto de lingerie?

Pense bem, são DUAS peças. A de cima, e a de baixo. Que, muitas vezes, acabam saindo mais caras que uma blusinha, e até uma calça.

A de algodãozinho básico, super confortável e sem detalhes já não é lá tão barata.

As mais sofisticadas, com desenhos, modelos e tecidos diferentes, custam duas vezes o preço da mais simples.

As sexy custam 10 vezes mais.

As sexy de grife (Fruit de la Passion, La Perla) eu nem sei porque não passo perto.

O curioso é que parece que, quanto menor a calcinha, maior o preço. Pode comparar. Mesmo as sem grandes coisas, quando são minúsculas, são bem mais caras do que a basicona.

O fato é que não dá pra economizar muito com lingerie, porque não tem nada pior do que uma calcinha que te pinica ou um sutiã cuja barbatana fica tentando te assassinar o dia inteiro. Conforto, qualidade e charme são os pré-requisitos para uma compra bem sucedida.

Se só fosse confortável, ia ser daquelas bem de vó, e ainda por cima cor de chocolate. Você pode até ter uma dessas, mas não pode deixar ninguém ver. Jamais.

Se só tivesse qualidade, você correria o risco de parecer uma carola de calcinha. Bem careta, bem sem-graça.

Se fosse só charmosa, podia te dar urticária.

Por isso, a lingerie ideal tem que ter esses três aspectos. Isso vale tanto para os modelos do dia-a-dia quanto para os modelos para ocasiões especiais.

Para essa última categoria o sofrimento é sempre maior. A gente vai lá na loja, passa horas olhando, experimentando, pegando, imaginando roupas, situações e reações, saca o cartão de crédito, respira fundo e pensa que é por um bom motivo, pega a sacolinha e já sai de lá pensando na primeira oportunidade em que poderá mostrar isso para o seu marido/ namorado/ amante (ou qualquer um que aprecie sua nova aquisição).

Há muita expectativa envolvida. Por mais que a situação que você crie seja romântica, com direito a velas, pétalas de rosas, som da Sade, óleos de massagem, plumas e champagne, ele mal vai reparar no seu conjuntinho novo. Pelo contrário, vai arrancá-lo, sem dó nem piedade, sem nem imaginar todo o tempo e esforço que você colocou naqueles mínimos centímetros de tecido. Depois que cai o pano, ninguém pára pra pensar em nada.

É por essas e outras que uma amiga me deu a dica mais valiosa de todas: nas lojas Marisa você encontra conjuntinhos bárbaros e super baratos que enganam qualquer um (mas ressalta que não devem ser usados por longos períodos).

Agora, se o cara for mesmo exigente, minha amiga, não tem saída. Você vai ter que economizar e aceitar o prejuízo. A não ser que a mãe dele seja assim, super legal e participativa, e te dê alguma coisa desse tipo de presente.

Que cara é essa? Ta duvidando? Não duvide. Já aconteceu comigo.

Mas eu sobrevivi.

Segunda-feira, Setembro 17, 2007

Porque hoje é segunda

Não me importa que a idéia não seja nada original. Mas toda vez que eu vejo um post de alguém falando sobre como as pessoas chegaram no seu blog através do Google, me mato de rir e tenho que sair da sala para não dar vexame.

Não to nem aí pro vexame dos outros.
Porque hoje é segunda
O dia está difícil.
Porque hoje é segunda
E eu preciso rir.
Porque hoje é segunda

Esse é o top 5 da semana:

1) No, I won’t take you back
2) Como saber se uma pessoa foi picada por um animal peçonhento
3) Calcinhas aparecendo em sala de aula
4) Se uma mulher te olha e da uma risada de deboche
5) Engolir palito

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

No problemo

Essa história de namorado estrangeiro que mora no Brasil é engraçada. Principalmente porque o meu não conseguiria esconder que é gringo nem se quisesse muito. Aliás, coisa que ele não quer.

O idioma não é um problema, apesar das falhas de comunicação serem mais freqüentes, sempre acabamos dando risada.

Ter que explicar tudo que acontece também não é um problema, porque isso me faz pensar no mundo em que vivo e avaliar um pouco melhor as coisas, enxergando com outros olhos.

Traduzir conversas também é tranqüilo – até porque depois de 3 meses ele já consegue captar a idéia principal das coisas.

Na verdade o único problema que eu tenho, é o receio das pessoas me verem com ele e acharem que eu sou, digamos, “profissional do entretenimento”. Com a fama que esse país tem, é bem capaz de alguém pensar isso.

Já senti na pele esse receio algumas vezes – e geralmente em hotéis. Vamos lá, ele mora em um hotel no interior. Todo final de semana eu vou pra lá, e no começo eu me sentia uma puta entrando de mãos dadas com o poste loiro. Subia o elevador olhando pro chão, imaginando o que os seguranças por trás das câmeras estavam pensando.

Com o tempo, me acostumei. O pessoal do hotel já me conhece, sabem até meu nome. E sabem que eu sou a namorada dele.

Teve uma vez que ele veio pra SP e pediu para eu fazer reserva num hotel, porque na minha casa não dava pra ficar. Escolhi um hotel bom, de uma rede conceituada e liguei. Pedi um quarto para duas pessoas, dei meu nome, RG, número do cartão de crédito e o infeliz do outro lado da linha pergunta: “já sabe o nome do acompanhante??”

Juro por Deus. E pra que ser discreta e proteger o hotel, vou mais é divulgar o nome para todos ficarem sabendo da palhaçada: foi no Mercure.

E a história piora. Cheguei no hotel antes dele, fiz o check-in, mas tinha avisado no telefone que a empresa dele ia pagar. O cara da recepção me disse que eu tinha que pagar com o meu cartão, e quando ele chegasse, estornaria o valor. Vinte minutos depois do meu Mastercard passar na maquininha, ele chegou. Trabalho duplo, por que ele não podia esperar uns minutinhos.

Na viagem para o Rio de Janeiro, senti um pouco disso de novo. No hotel de lá eu não tive problemas, mas andar na rua era engraçado. A cidade é conhecida por isso, e as pessoas vão para lá procurando isso. Então todo mundo olha, repara. Até porque dois postes de mais de 1,80m chamam mesmo atenção.

A melhor história que eu ouvi (e que inspirou o post) foi a da Fê, uma amiga que namorava um inglês, mais velho, bonitão, sarado e rico – que ela conheceu quando morava em Londres. Ele veio visitá-la e eles foram juntos para o Rio. Mas ela tinha vergonha de andar de mãos dadas com ele, tinha a impressão que todos olhavam e pensavam que ele era um velho pervertido que tinha vindo para o Brasil pegar menininhas... Mas o pior da história é que eles estavam hospedados no Sofitel, e toda vez que ela entrava eles pediam para ver o documento!!

Eu, no final das contas, aprendi a relevar. Até porque realmente a preocupação não tem cabimento.

Agora já consigo até me divertir com os olhares espichados e pescoços virados.
No problemo.

Quarta-feira, Setembro 12, 2007

E o Rio de Janeiro??











CONTINUA LINDO!!!!

fotos by mc

Terça-feira, Setembro 11, 2007

Nem tudo está perdido

Feriado no Rio de Janeiro, terra dos malandros e espertos. A cidade é Maravilhosa, mas as pessoas são mal educadas e o serviço na maioria dos lugares que você vai é ruim (sorry, Vicky e Rods). Mas, como freqüento bons lugares e estou acostumada com o padrão internacional de São Paulo, sei que quando saio da metrópole tenho que baixar meu nível de exigência. No problem, a gente se adapta.

Fui com o namorado gringo, que ficou com os olhinhos brilhando praticamente o tempo todo durante os três dias que ficamos lá. Pode ver pessoalmente que Copacabana não é tudo isso, mas que o Cristo e a vista lá de cima são realmente de tirar o fôlego (ainda mais quando você tem a sorte de pegar uma missa de coroinhas ao pé da estátua).

Nada melhor para encerrar um passeio turístico do que um almoço numa churrascaria rodízio. Não, não fomos no Porcão. Eu bem que tentei, mas ele tinha uma indicação de um amigo que já tinha morado no Rio. Meio desconfiada, topei.

Só que quando acabamos o tour ainda era 12h30, muito cedo para sentar e comer por horas e horas a fio. Fomos dar uma volta no shopping em frente (novérrimo, bacanérrimo – preciso voltar lá sem namorado e me afogar em sacolas!) e comprei uma única blusinha baratérrima. Uma hora depois, fomos espiar a churrascaria, que continuava vazia. Se os garçons de rodízio já nos atordoam quando o lugar está cheio, imagine ser a única mesa do recinto!!

Então fomos parar num lugar desses de suco (bar de sucos??), mas ficamos tomando cerveja mesmo. O serviço era péssimo, o cara trouxe cerveja escura sendo que eu tinha pedido Skol, não tinha cinzeiro e ele nunca voltava na mesa pra ver se as latinhas estavam vazias.

Lá pelas 14h30 concordamos que já era hora de começar a comilança, pagamos a conta e fomos para a churrascaria.

Mordi a língua – o lugar era incrível, com milhões de opções de saladas, acompanhamentos, caipirinhas... e ainda por cima o serviço era impecável, compensando todos os péssimos exemplos que havíamos tido até então.

Saímos de lá estufados e felizes, como tem que ser depois de um almoço desses. Resolvemos voltar para o hotel caminhando pela orla. Fim de tarde Leblon-Ipanema, pra completar o dia perfeito.

De repente minha mão direita subiu rapidamente em direção à testa, e eu gritei:
- A sacola!!!!! Onde está minha sacola??

Nenhum de nós estava com a sacola preta nas mãos. Ok, tinha sido barata, mas que situação mais frustrante! Ficamos parados pensando, e chegamos a conclusão que tinha ficado no bar de sucos. Droga, justo naquele lugar horrível do garçom grosseiro?

Continuamos andando pro hotel, tentando encontrar a melhor solução. Ele achava que não adiantava voltar para procurar, e dizia que ele me daria outra igual. Mas eu não queria outra. E não ia conseguir sossegar enquanto não tirasse da cabeça que a sacola não estava mais lá. Mas, ainda acho que seguir minha intuição é o melhor que posso fazer – em todos os momentos.

Pegamos um táxi, contei a história pro taxista, que ficou todo preocupado com a imagem que o gringo teria do Brasil se a sacola não estivesse lá. Foi uma viagem curta e tensa.

Quando chegamos, procurei o garçom mala, que me levou até o balcão, onde o gerente sorridente me entregou minha preciosa sacola preta com a blusa vermelha de R$50!

No final das contas, nem tudo está perdido. Ainda há esperança para esse País.