Segunda-feira, Maio 28, 2007

Pequeno manual (para mulheres)

Ser solteiro quando não se quer estar solteiro não é fácil. Todas as expectativas criadas, as imagens formadas, as preparações, os medos, as inseguranças... o processo pode ser cruel.

Mas para quem está procurando, a vida impõe algumas regras. Regras essas que não são aplicáveis no caso de envolvimento com Pessoas Arroz. Isso vale para quando você quiser que a história vá um pouco mais longe. São elas:

- na hora do encontro, o homem tem que te buscar na sua casa. Melhor ainda quando já chega com algumas sugestões de lugar (evitando assim as constrangedoras conversas “o que você quer fazer/onde você quer ir?”). Mas você tem o direito de não gostar de nenhuma e sugerir outra melhor;
- o homem tem que pagar a conta no primeiro encontro (pelo menos no primeiro)
- você deve oferecer para dividir a conta (mesmo no primeiro), mas o homem nunca deve aceitar (pelo menos no primeiro);
- o homem pode até te convidar para conhecer o apartamento dele no primeiro encontro, sinal de que ele quer prolongar a noite. Se aceitar, corre o risco de fazê-lo perder o interesse em você;
- se o beijo não é bom, as chances do relacionamento também não ser são grandes;
- se depois do encontro ele demorar mais de 3 dias para te ligar, desista: não foi tão legal pra ele quanto foi pra você;
- se você transar com um homem logo de cara, pode ser reprovada no jogo. Salvo raras exceções.
- e se, quando transar, e ele não ligar no dia seguinte, ignore-o. Homem não entende que ligar é sinal de respeito, carinho e atenção, não uma promessa de amor ou contrato de fidelidade eterna;
- se o homem não te elogia nem no começo, quando está tentando te conquistar, ele é ou extremamente tímido ou não está muito afim de você (um “como você está bonita hoje” nunca arrancou pedaço)
- se possível, o homem tem que propor o segundo encontro na mesma semana do primeiro – isso reforça o interesse;
- você não pode ser sempre tão disponível para o homem (e vice-versa) – fazer-se de difícil às vezes é bom;
- manter o mistério também ajuda a manter o interesse por mais tempo – coisas óbvias são chatas e perdem a graça em pouco tempo;
- se o cara com quem você está saindo sempre diz que está muito ocupado com trabalho, nunca pode te encontrar, nunca te liga, mas atende suas ligações – desista – ele não está tão interessado assim, mas te alimenta só para te manter reservas e não correr o risco de ficar sem programa quando está se sentindo sozinho (se você não se incomoda com isso, go for it)

Nem todas as pessoas são iguais e protocolos nem sempre são agradáveis. Mas tem gente que acredita que sem seguir as regras, jamais serão felizes. Essas pessoas parecem precisar de regras. Talvez por que os relacionamentos bem-sucedidos que elas conhecem começaram assim, ou porque sem regras elas não saberiam como agir, ou porque assim elas já sabem o que esperar. Como uma maneira de tentar controlar sua história.

Sim, pessoas têm expectativas diferentes. Não, nem todo mundo quer as mesmas coisas. Mas ter que moldar suas vontades às regras estabelecidas por sabe-se lá quem é cansativo.

Não seria tudo muito mais lindo se todo mundo simplesmente seguisse o coração e fizesse o que tem vontade??

Quinta-feira, Maio 24, 2007

Além do horizonte

Na época do vestibular, em que somos metralhados com cobranças, questionamentos, textos e estudos, lembro de ter lido que olhar para o horizonte ajuda a dar perspectiva.

Desde então aumentei minha fascinação por horizontes. Pode ser aquele visto do topo de um prédio bem alto na cidade, ou uma seqüência de montanhas, ou a linha do mar. Independente de onde seja, a proposta é poder olhar algo que não se possa ver, perder o chão de vista, confundir a linha do céu com a terra.

Não sei as outras pessoas, mas para mim funciona que é uma beleza. Você fica lá, olhando, pensando, e independente de remoer o problema ou só deixar a imaginação fluir, clareia as idéias.

Hoje, por exemplo, eu precisei de um arranha céu. Mas aqui onde eu trabalho não tem isso não. Até que estou pertinho da serra, mas se saísse no meio do expediente para dar um pulo na praia, talvez meu emprego não estivesse me esperando na volta. Se eu subir na caixa d’água, a segurança pode me pegar. Ou posso ter um acidente de trabalho. Tem também o heliponto, que atualmente está desativado, mas a porta fica trancada.

Se continuar assim, antes do fim do projeto que eu coordeno eu vou ser levada para o outro lado da rua.

Não entendeu a metáfora? Ok, eu explico.

Trabalho numa fábrica, fora de São Paulo. É um lugar beeeem grande. Até linha interna de ônibus tem. Três restaurantes. O moço da máquina de café anda de bicicleta. Tem 9 portarias. E, do outro lado da rua, bem na frente da entrada do meu prédio, tem um Instituto Psiquiátrico.

Dizem que nada é por acaso...

Quarta-feira, Maio 23, 2007

Relógio Biológico

Depois meses tentando marcar um happy hour com uma amiga da faculdade que eu não via há um tempão, finalmente conseguimos. Combinamos com uma semana de antecedência, e nada poderia dar errado.

Óbvio que Murphy impera, e se existe a chance de algo dar errado, dará. Minha irmã, mãe da Flor, resolve tirar mini-férias (merecidas, não estou reclamando!!). Lá foi a Flor para o hotelzinho por uns dias. Na volta, teria que ficar um dia inteiro sozinha em casa (com uma visita rápida do meu irmão só pra dar comida). Desnecessário dizer que esse era o dia do happy hour com a minha amiga.

Abre parêntesis: pra quem não sabe quem é a Flor, tem um post que só fala dela. Fecha parêntesis.

Eu, tia legal do coração mole, saí do trabalho como uma funcionária pública e voei para casa. A cã tinha revirado tudo na área de serviço, o “quarto” dela. Jornais estraçalhados, caminha de ponta cabeça, xixi no lugar errado...

Mesmo assim, peguei a coleira, fiz um “kit passeio” com saquinho plástico, brinquedo, roupinha para o frio (rosinha, linda, quentinha - presente da Claudia!) e toalha para o carro, e lá fomos nós pro carro.

No começo ela estava no chão do banco de trás, tentando a todo custo pular para frente e ir no meu colo, que sem dúvida é muito mais legal que o chão.

Firme, não deixei. Mas quando passei para pegar minha amiga, não teve jeito, ela pulou para o banco da frente e ficou no colo dela.

A viagem durou três quarteirões. Estacionei e, antes de desligar o carro, escuto um som muito familiar. Huuuuuugooooooooo.

Na perna da Fê. Depois das desculpas, limpezas e esfregadas, seguimos para o nosso destino: café Havanna. Sim, o happy hour teve que ser rebaixado para um mero café, porque era um lugar em que seguramente o staff não ia se incomodar com a amiga peluda de quatro patas.

Sentamos no terracinho, pedimos umas coisinhas e até potinho de água ela ganhou dos garçons. Prendi a coleira na cadeira, pus um brinquedinho no chão para ela se entreter e tentei ignorar os pedidos de colo. Mas ela estava muito agitada, tremendo de frio. “Melhor por a roupinha”, pensei.

Nesse momento comecei a me sentir uma mãe de primeira viagem, completamente despreparada para as responsabilidades e deveres da maternidade. Ok, eu era só a tia, e estamos falando de um CACHORRO, mas não esperava que fosse ser tão desajeitada.

Me enrosquei na coleira, ela me lambeu inteira, derrubei coisas... caos total.

Depois de um tempo, ela acalmou e até conseguimos conversar sobre outra coisa que não o que a Flor estava fazendo a cada minuto. Mas o que senti naquela noite não deixa dúvidas: meu instinto maternal está longe de despertar.

Terça-feira, Maio 15, 2007

Isso aqui ô ô…

Patético é você precisar ligar para o Resgate ao presenciar um acidente e não conseguir lembrar de nenhum número além de 911.

Ridículo é você ficar com medo de um homem que se aproxima da janela do seu carro falando que é policial e pedindo seu celular para chamar socorro mais rápido.

Burra você seria se fosse inocente o suficiente pra acreditar nele.

Absurdo é um policial te ligar VINTE MINUTOS depois que você registrou a ocorrência para confirmar o endereço do atropelamento.

Difícil mesmo é dormir à noite depois de tudo isso...


PS - BY THE WAY, o número dos Bombeiros é 193.

Quarta-feira, Maio 09, 2007

Com a cabeça nas nuvens

Sempre fui a menina mais alta da turma. De todas as turmas, na verdade. Quando era criança, nunca me davam a idade que eu tinha, era sempre mais. Nunca tive problemas pra entrar em balada nenhuma, mesmo quando era menor de idade.

Agora que to no auge da juventude (será que daqui pra frente é só declínio???), tem gente que continua me achando mais velha. Isso me incomodaria, se não fosse pelos poucos que acham que eu sou mais nova. Enfim, a pauta aqui é altura, e não idade.

Algumas perguntas e comentários eu sou obrigada a agüentar há muito tempo. Para alguns, tenho respostas muito boas. Para outras infames como “tá frio aí em cima?”, me recuso a responder.

- Seus pais são altos?
Resp. Não sei, sou adotada.

- É difícil arranjar namorado?
Resp. Mais fácil do que pra você.

- Quem é que vai arranjar briga com você?
Resp. Pelo jeito, você.

- Você joga basquete? (essa é a pior de todas)
Resp. Não, boxe.

- Nossa, ta desperdiçando essa altura toda?
Resp. Pois é, você vê só que loucura?

- É difícil comprar calça?
Resp. Você nunca percebeu que eu só ando de calça pula-brejo?

- Nossa, você é meu número (vindo de qualquer mocorongo com mais de 1,80m)
- Eu, não, ela é que é! (e aponta para a amiga alta – essa foi a piada do Carnaval)


Pra mim, mulher que joga basquete sempre foi sinônimo de mulher feia. Mulher bonita e alta que pratica esportes joga vôlei. De preferência, de praia. Então, se me perguntam se eu jogo basquete tão me chamando de feia.

Como toda coisa diferente, altura também chama atenção. Às vezes, até demais. É impossível entrar num lugar sem ser notada. Já acostumei que as pessoas olham logo para os meus pés à procura de um salto que justifique aquilo tudo.

E raramente elas encontram.

Também dou preferência à roupas pretas e lisas, pra não correr o risco de ser confundida com um carro alegórico entrando na avenida.

Quando eu era adolescente, não tinha muitos prospects. Se homem já é mais imaturo que mulher, imagina nessa época. Então inevitavelmente eu me envolvia com meninos mais velhos, que já não achavam tão ruim assim.

Hoje, não posso dizer que tenho problemas com isso. Talvez não tenha tantas possibilidades quanto outras mulheres, porque minha nota de corte realmente é a altura, mas não posso me queixar de escassez.

Descobri que alguns baixinhos enlouquecem com mulheres altas. E que alguns altos detestam... Freud explica.

Quando alguém pergunta minha altura, respondo com a boca cheia:

- Um metro e oitenta e três.

Não omito nem um milímetro. Gosto, e muito, de ser alta. Como disse a Garota do Zippo, “é meu diferencial”.

Tanto que tenho uma amiga que tem 1 centímetro a menos que eu, e depois que me conheceu levou uns bons meses pra perder os ciúmes, engolir a raiva e ver que eu era uma pessoa legal.

As pessoas sempre comentam minha altura. Quando era mais nova até me incomodava, mas com o tempo aprendi que ninguém fala isso porque acha ruim, ou feio.Não é uma crítica, é um comentário, no mínimo, neutro. Nunca ouvi ninguém falar:

- Nossa, como você é baixinho
ou
- Você tem um nariz tão grande né?

Não importa que às vezes eu queria ser pequena pra sentar sobre as pernas no cinema, pra poder deitar a cabeça no ombro de qualquer pessoa sem ter que me contorcer, pra viajar de avião sem ficar com pré-trombose ou comprar um sapato com um baita saltão... Esses momentos são apenas momentos e passam.

Bom mesmo é olhar o mundo por cima, não sufocar nas multidões, andar sempre no banco da frente do carro (sem nem pedir), conseguir sentar na saída de emergência nos aviões, ouvir um monte de gente falando o quanto é lindo ser alto, impor respeito, poder usar bota de cano longo, calça capri, bermuda com sapatilha, rasteirinha, tênis, raramente ter a visão atrapalhada num show ou um cabeçudo na minha frente no cinema...

As vantagens são tantas, que acho que vou é tomar um banho de sal grosso.

Segunda-feira, Maio 07, 2007

Bluetooth overseas

Acabo de ter a prova que o Bluetooth entre pessoas funciona mesmo a grandes distâncias.

Eu já tive várias provas de que tenho tecnologia telepática com um amigo que mora aqui pertinho (bem, não tão pertinho, mas não vamos entrar nesse mérito agora).

Ontem eu tive a prova de que meu Bluetooth com minha melhor amiga que está lá na terra dos cangurus está mais poderoso do que nunca. Explico.

Há umas três semanas eu combinei com a mãe dela que deixaria um livro e um CD na portaria do prédio pra ela colocar na caixinha que ela estava preparando pra mandar pra filha. Só que entre idas ao médico e a longa viagem a trabalho, coloquei tudo num envelope meio correndo e entreguei. Pronto, missão cumprida.

Fui, viajei, voltei e ontem fui conversar com ela no Skype pra botar o papo em dia. Eis que ela me pergunta:

- Você me mandou uma caixinha de Neosaldina?
- EU? Eu, não. Por quê mandaria?
- É que minha mãe disse que não foi ela que mandou... mas estava lá no meio das coisas.
- Que estranho...
- O mais estranho é que eu estava pensando em pedir pra minha mãe mandar Neosaldina pra mim, porque os remédios de dor de cabeça aqui não funcionam pra mim e eu ando com muita enxaqueca ultimamente. Mas tenho certeza que não pedi, e minha mãe tem certeza que não mandou.

Bom, sinceramente sei que não fiz isso conscientemente, mas em algum momento eu tirei uma caixinha de Neosaldina da minha sacolinha da farmácia pra viagem e coloquei no envelope de presente.

Por quê, não sei. Mas que eu fiz, eu fiz.

Quinta-feira, Maio 03, 2007

Vai lá

Não é todo dia que a gente ganha um post-homenagem. Eu ganhei e fiquei tão lisonjeada que decidi compartilhar aqui.

http://caradenegocio.blogspot.com/

Obrigada frieeeend! Você é demais!!!