Contagem regressiva
Só mais cinco dias...
Passa tempo, passa tempo, passa tempo, passa.
Beijo, abraço, aperto de mão
Cada situação exige um tipo de comportamento e atitude, e nem sempre sabemos como vamos agir até que chegue o momento.
Tem um tipo certo de cumprimento para diferentes idades, sexos, cargos, países, estados, em situações informais e profissionais.
Eu sou uma mulher de quase 25 anos (que as pessoas insistem em chamar de senhora – o que me deixa irada porque não sei em que momento da vida se deu essa transição), que mora em São Paulo e trabalha num ambiente infestado de engenheiros.
1) Numa situação social, eu
- cumprimento meus amigos com um beijo
- cumprimento as pessoas que me apresentarem com um beijo
- dou dois beijos se estiver no Rio ou em Recife – é preciso dançar conforme a música e agir de acordo com a cultura de cada região
2) Já num encontro profissional,
- cumprimento homens ou mulheres que eu tenho uma relação mais informal com um beijo
- quando apresentada para um desconhecido, homem ou mulher, vale o aperto de mão. Dependendo do meu feeling, me despeço com um beijo. Em alguns casos só evoluo para o beijo no segundo encontro.
- Por telefone ou e-mail, se for um alguém não tão próximo de mim, encerro a conversa com “um abraço”. Se for mais próximo, mas não íntimo, encerro com um “obrigada, tchau/ boa tarde/ até logo”. Se for íntimo, mando um beijo.
É meio básico: normalmente mulheres se mandam beijos, homens se mandam abraços e a situação varia de caso pra caso quando há um representante de cada sexo. O que eu não entendo é porque uma menina, da minha idade, que mora na mesma cidade que eu, e que não é íntima, mas também não é uma estranha, encerra a conversa de telefone com “um abraço”.
Será que foi alguma aula que eu perdi?
Cofrinho
Tava lá lendo o post do Gastón sobre o
Pegarubs (que aliás, é ótimo), e percebi uma coisa. Não consigo avisar pessoas que não tenho muita intimidade que estão com uma couve no dente. Eu travo.
Agora, calcinha aparecendo no cós da calça é diferente. Não estou falando de um pedacinho discreto, afinal de contas “calcinha é pano e retardado fica olhando”, como eu dizia no ginásio. To falando daquela que mostra além do cofrinho. Que entrega não só a cor do pano, como também o tecido, o modelo e a pele.
Quando vejo uma menina nessa situação, meu primeiro impulso é avisar. Já alertei até desconhecidas. Hoje mesmo, falei com uma desavisada que estava ajoelhada no chão do escritório pegando uns papéis. E a calcinha de tule rosa fio dental lá, pra quem quisesse ver. Primeiro, pensei no desconforto que ela devia estar sentindo com aquilo. Depois, no mau gosto para escolher roupa de baixo. Só então abaixei do lado dela e cochichei as palavras fatais:
- Sua calcinha está aparecendo.
Ela ficou com vergonha, nem conseguiu agradecer direito, mas se arrumou rapidinho. Eu acho mesmo que é melhor passar por essa conversa constrangedora do que imaginar que todos os homens por perto ficaram comentando sobre essa região...
E é por isso que eu só uso calça baixa com blusa comprida!!
Saudades
Despedidas são sempre difíceis. Algumas pessoas realmente não sabem como lidar com isso e preferem evitar esses momentos, outras até enfrentam, mas reagem com frieza – o que não deixa de ser um tipo de defesa.
Particularmente, não gosto muito de me despedir, não. Mas sou o tipo de pessoa que sempre arranja uma piadinha besta para quebrar o gelo e amenizar a situação. Ok, também é uma defesa.
Esse ano foi cheio de despedidas para mim. Todas despedidas temporárias, mas nem por isso deixaram de ser dolorosas.
Primeiro, foi a MH – ela foi e eu fiquei com a casa só pra mim por uns dois meses. Agora ela já está de volta (sabe-se lá por quanto tempo – eu é que não pergunto!). E a lista continua:
- O André eu perdi pro MBA em Boston.
- A Aninha eu perdi pra vida em Londres.
- O Duca eu perdi pra fábrica de cerveja em Recife.
- A Eli eu vou perder pros cangurus da Austrália.
- A Lucy eu vou perder pra arquitetura de Barcelona.
- A Pati eu vou perder pros remédios de New Jersey.
O lado bom é que todos esses amigos queridos vão ter experiências ótimas, fazer coisas diferentes, conhecer gente nova, aprender um monte de coisa legal...
Fico tranqüila porque eu sei que eles estão felizes e fizeram essas escolhas depois de pensar muito.
E a gente não precisa se preocupar muito porque amigo continua sendo amigo mesmo a milhares de quilômetros de distância.
Mas que vocês fazem muita falta, ah isso fazem!!!
Aos amigos que continuam aqui, um pedido: se quiserem ir morar nos estrangeiros, será que dá pra esperar até o ano que vem? A cota desse ano já esgotou!
O desafio – parte II
Depois de passar parte da noite na cozinha, entre ovos e chocolate em pó, assadeiras grudadas e granulados espalhados, você apaga a luz da cozinha, deixa as panelas sujas para amanhã e vai dormir, com a sensação de missão cumprida. Obviamente que todo o processo teve que ser documentado pela sua fiel escudeira, abridora profissional de latas e fotógrafa.
Cansada, você dorme logo. Mas acorda várias vezes no meio da noite e é perseguida por um pesadelo bizarro que incluía um casamento numa padaria e duas gordinhas que te seguiam na rua, tirando sarro da sua cara e ameaçando te bater.
Você perde a hora e acorda atormentada. Sai correndo para o trabalho, com o precioso pacote nas mãos. Não pode acelerar muito para que as curvas radicais não destruam sua sobremesa, e prefere se atrasar a deixar que algo aconteça com sua obra prima.
Chega esbaforida e tem que lidar com as piadas, protestos e risadinhas das prendadas. Coloca o pacote em cima da mesa, reúne todo mundo que estava na sala à sua volta e, lentamente, tira a travessa da sacola. Todos os olhos estão voltados para o que há debaixo do tupperware.
E então você levanta a tampa, e.... ohhhhhhhhhh que brigadeirão maravilhoso!!!
Ok, você sabe que ele ficou bonito. Redondinho, perfeitinho, com granulados graciosamente cobrindo toda a circunferência. Não sofreu nenhum dano no percurso de casa para o trabalho, que alívio.
Agora só restava saber se ele estava gostoso. Não fui a primeira a experimentar, mas confesso que estava nervosa. Quando peguei meu pratinho e dei a primeira colherada, comprovei minhas suspeitas. Estava delicioso!
A reação das pessoas também foi boa. Alguns mais emocionais, outros mais contidos. O resultado: antes mesmo da hora do almoço mais da metade do brigadeirão já tinha desaparecido. Agora mesmo, só tem mais dois pedacinhos.
Me perguntaram aqui se eu despertei um talento adormecido... Será?
Só digo uma coisa. Jamie Olliver que se cuide...
O desafio - parte I
Imagine que você trabalha num departamento composto, em sua maioria, por mulheres. Num universo de 13 pessoas, somente 4 são homens.
Você, que mora sozinha há quase 7 anos, sobrevive de pratos congelados, deliveries e a super saudável comida de bar. E vive muito bem assim.
Imagine que as pessoas do seu departamento adoram comer, e que quase todos os dias alguém leva alguma coisa. Mas não são simplesmente “coisas”. São “coisas” feitas em casa, por elas. Elas, que perdem tempo pensando no que vão fazer, comprando os ingredientes e esquentando a barriga no fogão.
Elas trabalham, enquanto você assiste aos seus seriados favoritos e descansa, com os pés para cima. Não que você seja uma folgada, não. Pelo contrário. Você respeita a tradição gastronômica do seu grupo e participa, à sua maneira. Sai mais cedo de casa só para comprar, com todo o carinho, um quitute na padaria da esquina.
Mas um belo dia, durante as férias escolares das estagiárias-prendadas, elas formam um complô contra sua pessoa e decidem que querem que você prepare algo com suas próprias mãos. Resolvem te pressionar até que você ceda, e saia da sua casca protetora.
Você, grande adepta da
Política da Boa Vizinhança, finalmente desiste de resistir. Afinal de contas, cozinhar um docinho não deve ser tão difícil assim.
Você passa o final de semana pensando no que fazer. Descobre que nem sequer tem todos os utensílios necessários na sua cozinha, mas está disposta a fazer o possível e o impossível para que elas possam experimentar algo feito com suas próprias mãos.
E então você escolhe uma receita, marca o dia do evento, compra os ingredientes e desmarca todos os compromissos da noite. Hoje, ninguém pode interferir entre você e a cozinha.
Antes que você parta para o desafio, alerta as cobaias que dará o melhor de si, mas já se isenta de qualquer culpa que possa ter caso a experiência não saia como planejado...
E seja o que Deus quiser!
O casamento
E então você finalmente escolhe o vestido, o sapato, a bolsa, os brincos. O clima está agradável e você até esquece que é inverno. Prende o cabelo, faz uma maquiagem leve e joga a pashmina nos ombros.
Na igreja, observa a entrada dos padrinhos e sente o coração acelerar quando ele entra. Você se encanta com a beleza da noiva, que está com os cabelos cacheados, uma coroa de brilhantes e um vestido com uma longa cauda bordada. Assiste à cerimônia e se emociona com o brilho no olhar dos noivos na saída.
Logo na entrada do buffet, passa por um corredor de árvores com flores brancas e velas, que levam ao altar da benção budista. A cerimônia é bonita, e as palavras da monja contagiam o ambiente.
A decoração do salão está linda, com toalhas brancas e flores em tons de rosa. Os convidados vão entrando e ocupando seus lugares nas mesas.
A chegada dos noivos atrai todas as atenções. Com o início da valsa, você interrompe por uns segundos a conversa para observar melhor.
Continua conversando com os amigos, quando de repente ele chega e te puxa pela mão. Você se deixa levar, tímida, mas sem medo. Alcançam a pista de dança, ele te envolve com os braços e vocês começam a dançar ao som de Frank Sinatra. Você apóia a cabeça no ombro dele e deixa que ele te conduza, te fazendo deslizar pelo chão. Já não pensa em mais nada, a não ser em como isso parece certo. E Sinatra continua cantando, gravando na sua memória um momento que você não quer esquecer jamais.
Some day, when I’m awfully low,
When the world is cold,
I will feel a glow just thinking of you…
And the way you look tonight.Os convidados estão animados, você dança até altas horas e só lembra de parar para comer alguma coisa, antes que o champagne suba demais. O jantar está ótimo, mas você resolve comer pouco para poder experimentar todas as variedades da deliciosa mesa de doces.
Só lá pelas três da manhã você percebe como está cansada e como seus pés doem. Olha para os amigos mais animados que continuam espalhados pelo salão e pensa: “isso é que é festa”.
Office humor
1. At my office, there's been more creative suggestions since we put Vodka in the water cooler.
2. I don't want to say that I don't feel valued, but the other day my company listed my salary under "charitable donations."
3. Meditation is when you empty your brain of all thoughts and concentrate on something repetitious and meaningless. Which means I just spent my entire day at work meditating.
Told you so!
Não gosto de parecer a dona da verdade, mas desde o começo dessa Copa eu já dizia que achava que o Brasil não ia ser campeão.
Não entendo nada de futebol e sinceramente só viro torcedora em época de Copa do Mundo. Não conheço o histórico dos campeonatos, não sei nada sobre o desempenho dos jogadores nos times em que jogam e não sei o que um treinador precisa para ser o melhor.
Mas acho que não se pode ganhar todas. Não sei se achava isso por acreditar que um time cheio de estrelas tinha mais orgulho do que garra, ou por achar que os patrocinadores têm muita influência sob os times, ou porque o país criou muita expectativa na seleção...
Não consegui assistir ao segundo tempo, por motivo de casamento maior, mas ouvia os gritos das funcionárias do cabeleireiro onde eu estava. Vi os minutos finais, um pouco decepcionada é claro, mas não fiquei em frente à TV para assistir às nossas estrelas derrotadas, chorando deitados no gramado.
Foi uma opção minha. Prefiro não ver torcedores agrupados em frente ao hotel da seleção para humilhar e ofender os jogadores. Nada justifica uma reação grosseira dessa. E o ônibus do time com os dizeres “monitorado por 180 milhões de brasileiros”...
As informações que eu precisava saber, busquei nos jornais impressos. Não gosto da apelação da TV, do tom de voz e expressão fúnebre dos repórteres, da reação exagerada de torcedores que só querem aparecer na TV.
Também não entendo a influência que um esporte tem sobre as pessoas. Torço, vibro, xingo, mas não deixo isso dominar minha vida. Sou contra fanatismo, de qualquer espécie.
Mas não consigo não sentir pena dos jogadores, antes idolatrados por todos e agora chamados de “vergonha nacional”. Se perderam é porque não estavam preparados o suficiente e encontraram um time melhor que eles. Nada justifica o tratamento que estão recebendo e a humilhação que estão tendo que enfrentar, sendo obrigados a fugir pelas portas dos fundos do hotel.
A verdadeira vergonha é ver que o país perde um dia de trabalho por causa de um jogo que acontece ao meio dia, é ver que o povo só é patriota na época de Copa e que a maioria dos carros antes enfeitados de verde e amarelo agora circulam sem nada...
Ninguém merece...