Sexta-feira, Abril 28, 2006

Diálogo entre duas amigas (depois de umas caipirinhas):

- Nossa, você precisa ir na Fátima, minha podóloga. Ela faz uma massagem incrível...
- É mesmo? Como é?
- É reflexologia. Você só fica lá deitada, enquanto ela aperta uns pontos nos seus pés. Dura meia hora, é uma maravilha.
- Eu faço massagem a cada 15 dias também, só que meu massagista é meio estranho. Toda vez ele pede para eu tirar a blusa, fico sem graça...
- .....................................!!!!!!!!!!!! ....................... !!!!!!!!! – e depois de alguns minutos de riso incessante – Que raios de massagem nos pés é essa que o cara pede pra você tirar a blusa?
- Não né, é nas costas...

Quinta-feira, Abril 27, 2006

Russsian!!

Outro dia tive que assumir uma visita de um grupo de clientes da Rússia de última hora. Não tinha acompanhado nada das combinações e não sabia do que se tratava direito. Mas minha amiga ficou doente, e os 40 russos estavam chegando naquele dia.

Ela me passou todas as informações, o programa da visita, quem era o contato, quem faria as apresentações. Tudo certinho, redondinho, praticamente sem nenhuma margem de erro. E lá fui eu.

Não estava sozinha. Tinha mais uma pessoa comigo, que graças à Deus conhecia a programação de cabo a rabo e poderia me ajudar. Meu “apoio”.

As coisas já começaram errado. Eles perderam o vôo e chegaram com cinco horas de atraso direto do aeroporto. Com isso, perdemos a reserva do carrinho para fazer a visita à fábrica. Pra completar, começou a chover.

A essa altura do campeonato, eu já estava razoavelmente nervosa. Mas como eu e o Apoio fomos treinados para trabalhar com imprevistos, resolvemos o problema.

Acompanhei o grupo de 40 russos o tempo todo. Russos que não falavam inglês. Somente o host da visita, que era da minha empresa, falava inglês. Então o Apoio conduzia a visita em inglês e o Host traduzia para o russo.

Nem preciso dizer que ele falava aos berros, né. Por via das dúvidas, eu ficava meio longe, com medo, só olhando para eles.

Eles se vestiam esquisito, como qualquer gringo, mas os sapatos dos homens eram realmente algo que eu gostaria de poder mostrar aqui. Eram os mais excêntricos possíveis, bicudos, coloridos, com texturas diferentes e saltinhos. Bizarros.

Chegamos na etapa final da visita: a pista de testes. Coloquei todos os russos acalorados dentro de uma sala com ar condicionado e água gelada. Eles já estavam pinks, estava esperando um desmaio a qualquer momento.

O Apoio teve que apoiar o Host, que estava surtando e reclamando aos berros da estrutura da visita. Mais uma vez o Apoio foi cuidar dos imprevistos, e me deixou sozinha com os 39 russos.

Eu não sabia o que fazer. Nem o que falar. Mas um deles se aproximou de mim, e apontou um ônibus que ele queria ver de perto. Fui com ele até lá, abri o carro e fiquei esperando ele terminar de ver. E então ele se aproximou, e começou a falar:

- я хочу видеть этот автобус, потому что это очень интересно для рынка России!

E eu:

- I am sorry sir, but I don’t speak Russian. Do you speak English?
- NO!!! RUSSIAN!
- I’m sorry… what about Spanish? French? Portuguese?
- NO!!! RRRRUSSIAN! – e continuava, pausadamente – я требую знать это сразу же цветочное солнце дома!
- Olha aqui tiozinho, eu não falo russo, não adianta falar devagar que eu não vou te entender, ta me ouvindo?

Desisti. Deixei ele falando sozinho e voltei para a sala para ver como estavam os outros 37 russos.

Abri a porta e senti um cheiro fortíssimo. Olhei para os lados rapidamente, procurando a origem daquilo. Quando vejo em cima da mesa rodeada por russos sorridentes e ainda mais pinks, uma enorme garrafa e uma caixa de bombons. E então eles gritaram para mim, em coro:

- Visky?????

Não deu pra disfarçar minha cara de choque. Imagine só que beleza, degustar uísque durante um test drive. Eu é que não ia confrontar sozinha esse monte de russo.

Na verdade, mais do que chocada, eu fiquei indignada. Que história é essa de beber uísque? Russos não bebem vodka?

Se joga couve!!!



Essa expressão criada em algum momento da minha vida que eu não lembro bem quando foi, significa nada mais nada menos que se entregar à uma situação nova que se apresenta e te bota o maior medo.

Mesmo sem lembrar a origem da expressão e sabendo que ela não tem sentido literal (num primeiro momento), a maioria das pessoas consegue entender o significado disso.

São sinônimos:

- mergulha de cabeça!
- vai com tudo!
- coloca todas as suas fichinhas!
- vai sem medo de ser feliz!
- vai sem olhar pra trás!

Pensando bem, talvez seja uma questão de entonação... Talvez essa frase escrita não signifique nada para quem nunca a ouviu antes.

Faz sentido ou não faz?

Terça-feira, Abril 25, 2006

Companheiros e companheiras!!!

Era uma tarde quente de trabalho. O relógio se arrastava e os minutos pareciam não passar. Minhas pálpebras pesavam, e eu já não conseguia mais me concentrar em nada.

Já tinha feito de tudo: tomado café, lavado o rosto com água gelada, gritado, molhado o pulso, a nuca, subido as escadas cantando... Nada parecia fazer meu sono ir embora.

Às 16h e ponto todos os funcionários foram convocados para uma assembléia do sindicato, num ponto central da fábrica. Lá fomos nós, em bando, marchando debaixo de sol. Todos andavam na mesma direção.

Cheguei no ponto de encontro, e me deparei com um caminhão com caixas de som enormes. Em cima, um homem chamava seus “companheiros e companheiras” com um megafone em punho, no melhor estilo Lula de ser.

Nunca tinha participado de uma assembléia. Nem de uma reivindicação. Nada que envolvesse um homem e um megafone, lutando por “nossos direitos”.

Nossos direitos. Isso quer dizer MEU também. Hmmm.

Me senti parte de alguma coisa. Afinal de contas, também sou trabalhadora dessa empresa. Essas pessoas estão lutando para melhorar as minhas condições de trabalho. Meus benefícios. Minha vida. Meu futuro.

Estava até começando a achar interessante. Nunca tinha me sentido parte de alguma coisa forte assim. As pessoas estavam próximas. Todos queriam a mesma coisa.

E o Lulinha gritava com toda força palavras de impacto e frases com intenção de ser revolucionárias, que faziam crescer no povo o sentimento de união.

Chegou o momento da votação.

“Os companheiros e companheiras que estiverem de acordo com a nossa proposta, levantem os dois braços!”.

Praticamente todo mundo levantou. Ótimo, assim é mais fácil. E também significa que todo o mundo quer o mesmo que eu. Eu e a minha nova turma estamos de acordo.

E então a votação acabou. Meu sono também, pelo menos por enquanto.

Enquanto nos virávamos para ir embora, marchando novamente para os nossos postos de trabalho, o Lulinha gritou no megafone:

- E não se esqueçam de comparecer à bela festa da CUT na Paulista no dia 1º de maio!

Pronto, lá se foi minha ilusão. Definitivamente essa não é minha turma.

Terça-feira, Abril 18, 2006

Uma imagem diz mais que mil palavras

Segunda-feira, Abril 17, 2006

Laaaaaaaaaaaaaaand!!!

Essa frase foi tirada daquele filme em que o Vin Diesel, aquele bombadão machão, vira babá de quatro criancinhas. Em uma das cenas, depois de dirigir feito louco pra deixar as crianças na escola, uma das filhas desce do carro, se joga no chão gritando “laaaaaannnnddd!!!”, agradecendo por continuar viva.

Nesse feriado eu gritei “land” pelo menos 3 vezes. Explico.

Fui com a família para a fazenda, que apesar de eu adorar fica longe demais para ir com freqüência. Uma vez a cada dois anos é o prazo que venho estabelecendo para as visitas. Enfim.

Quinta-feira enfrentei uma maratona de praticamente 12 horas de viagem (com direito a várias paradas, almoço, etc) de carro. O único jeito de compensar essa jornada é ficando pelo menos dois dias lá para descansar.

Sexta fiquei em repouso absoluto, ao som de passarinhos (quero-queros odiosos), três araras (lindas, que aparecem na frente da casa no pôr do sol), vacas histéricas, besouros cegos e morcegos rasantes. Do sofá para a rede, da rede para a piscina, da piscina para a mesa de almoço, de lá para a rede de novo...

Sábado não foi muito diferente de sexta, com exceção do passeio a cavalo, que trouxe à tona meu lado amazona. Ok, amazona de boné Nike, óculos Arnette e máquina digital pendurada na calça jeans é uma coisa que você só vai ver lá.

Aspas: meu pai sempre gostou de dar nomes para os cavalos da fazenda. Alguns tinham nome de bebida (Scotch, Campari, Conhaque), outros eram mais originais (Nevada, Cigana, Japonês, Medalha) e alguns eram bizarros (Brocotó e Sueli – minha primeira égua). Mas de uns tempos pra cá, de tão pouco que a gente vai, até o povo da fazenda desencanou de dar nome aos cavalos.

Fiquei inconformada, já que costumo dar nome até às vacas, e resolvi batizar os dois cavalos novos que eles anteriormente chamavam de “bainho” e “égua”. (Dá pra ser mais óbvio?). Já que ninguém se importa mais com o nome dos bichos, nada mais justo que eu ter liberdade total, não? Então batizei o bainho de Bell e a égua de Ivete, em homenagem ao Chiclete e à Sangalo, respectivamente!

Voltemos à história. O combinado era ir de carro com meus pais e voltar de avião com meu primo, que é piloto. Domingo acordamos cedinho, arrumamos as coisas no avião e nem deu tempo de ficar com frio na barriga. Era minha primeira vez num teco-teco (que ele não me leia agora) e eu sempre achei que fosse ter medo, mas não tive. Não tremi, não arrepiei, não enjoei.

Decolamos, demos uma passada em cima da casa para dar tchauzinho pros “coitados” que iam voltar de carro, sobrevoamos a fazenda e vimos os bois se tornarem pontinhos brancos no chão.

Lá estava eu, feliz e contente de co-pilota na aeronave Juliette-Alpha-Kilo, com aqueles fones gigantes que, segundo meu irmão, me deixaram parecida com a Britney Spears, quando de repente avisto uma nuvem. E a nuvem cresce. Vejo os dedos do meu primo batendo insistentemente no joelho dele. “Ele está nervoso. Se ele está nervoso eu tenho que ficar nervosa?”

Na dúvida, fiquei quieta, confiando na experiência dele. Comecei a cantar dentro da minha cabeça, pra me distrair. Ele tentava o contato com a central e eles não respondiam. Medo. Ele tentava de novo. Nada. Na última tentativa, ele conseguiu. E resolveu voltar para pousar em alguma cidade e esperar o tempo melhorar.

Depois de três tentativas, pousamos em Lençóis Paulista. Abri a porta do avião e, aliviada, gritei “laaaaaaaaaaaand!!!” pela primeira vez.

Fomos recebidos por um tiozinho que devia ser muito solitário, porque afinal de contas era domingo de Páscoa e ele estava sozinho num hangar, e não em casa com a família.

Mas ele era do bem. Nos deu água, banheiro, carona pra cidade e indicação de restaurante. Não tinha jeito, tínhamos que esperar o tempo melhorar. Já estávamos até considerando pegar a viação Prata pra São Paulo.

Almoçamos e, quando voltamos pro aeroporto, o tempo já tinha melhorado. Consultamos a central de novo, ligamos para algumas pessoas e resolvemos tentar de novo. A essa altura eu já não via a hora de chegar em SP, mas sabia que não adiantava culpar o piloto. Melhor voltar de ônibus do que deixar a equipe de resgate de Lençóis Paulista procurando pelos restos do avião (toc toc toc).

Decolamos, o céu estava limpo novamente. Não tão azul quanto de manhã, mas nem sinal das nuvens “coladas”. Pouco tempo depois já estávamos sobrevoando Piracicaba (essa foi a melhor parte, vi meu colégio antigo, o clube e até a rua da minha casa!) e pousando no aeroclube. Dessa vez, para abastecer.

Laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaand.
E bota gasolina. Vocês têm noção de quanto custa gasolina de avião? Pois é. Eu não tinha. E achava que ia ter um feriado econômico... Bom, deixa pra lá, tudo tem seu preço e a experiência valeu muito a pena.

Mais um detalhe: meus pais, que saíram de carro da fazenda um pouco depois que nós, chegaram em Piracicaba em tempo de ver o avião pousar.

Algumas ligações mais para o pessoal de Jundiaí, nosso destino. Céu limpo. Tudo certo para voarmos mais uma vez.

E lá fomos nós. Mais vinte minutos de vôo, com o céu limpíssimo e um sol de fim de tarde maravilhoso. Quando estávamos fazendo a volta para entrar na pista de pouso, dei uma espiada na Rodovia dos Bandeirantes: completamente PARADA até onde a vista alcançava.

Suspiros.

Mas agora eu só queria pousar. Pousamos e eu tive vontade de abrir a porta do avião antes mesmo dele estacionar. Achei melhor não.

Quando o avião parou, abri a porta e:

- Laaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnddddddd!!!

Pronto, terceira e última vez.

Depois disso, descarregamos o avião, carregamos o carro e nos direcionamos para a inevitavelmente congestionada estrada. Uma hora e meia depois estava em casa, de pantufas.

Uma viagem que era pra ter durado mais ou menos três horas acabou durando nove. Mas, pensando pelo lado positivo, agora eu já posso dizer que fui pra Lençóis. Literalmente.

Segunda-feira, Abril 10, 2006

Depois do closure…

Já defendi aqui mais de uma vez a importância do “closure”. Mas tem outra coisa que é tão importante quanto: o esgotamento. As duas coisas estão diretamente relacionadas, não importando o que vem antes ou depois.

O esgotamento nada mais é do que uma limpeza profunda. É algo que você tem que fazer quando tudo acabar. Esgotar o sentimento que permaneceu. Acabar com ele, ir até o fim, eliminar todas as sobras.

Na prática isso quer dizer chorar, espernear, pensar e repensar até não ficar mais nada lá mal resolvido ou esquecido num canto.

Pra esgotar você tem que seguir os impulsos, falar o que pensa, fazer o que acha que tem que fazer sem pensar em nada, a não ser em tirar isso de dentro de você.

Esgotar o sentimento é a última etapa. É o que renova, que te prepara pra próxima.

Quando as coisas terminam, temos que lidar com várias sensações diferentes e estranhas. Uma reação normal de quem se decepciona ou leva um pé, é se achar idiota. Idiota por não ter desconfiado, por ter sido pego de surpresa, por ter se entregado, por ter se iludido, por ter esperado demais do outro, por ter chorado.

Uma vez uma amiga muito querida me disse que não somos idiotas por chorar. Ela disse que depois que nos deixamos nos apaixonar, idiota é aquele que deixa de sentir.

Dependendo do caso, essa afirmação pode ser um pouco radical. Mas se encaixa perfeitamente em alguns casos que eu ando vendo por aí...

Vixi mainha

Show do Chiclete já é bom normalmente. Dois dias seguidos de Chiclete, então, nem se fala. Fui no meu primeiro carna. Já tinha ido a vários shows, mas micareta mesmo, com trio elétrico e tudo, foi a primeira.

Foi incrível, do começo ao fim. Até coisas que normalmente seriam um super problema e me tirariam do sério perdem totalmente a importância quando você está no bloco.

Você pisa na lama, se suja, grita, sua, leva banho de bebida, pisão no pé, se perde de todos os amigos e continua gostando!

Ir atrás do trio é irado. Aliás, é bom atrás, do lado, na frente, no cantinho... A energia é tão forte e tão boa que é impossível não gostar!

Mas dois dias de alegria têm conseqüências: hoje eu não sinto a perna direita, nem os dedos dos pés, não tenho voz, nem energia, nem peruca, nem fígado...

Mas de boas lembranças eu estou cheia!

Quarta-feira, Abril 05, 2006

Exemplo real do homem ideal

Vez em quando eu uso histórias de terceiros aqui no blog. Hoje tem mais uma, muito fofa!


No dia do aniversário da amiga, ela resolveu passar na festa só para dar um beijo de parabéns e voltar para casa para dormir. Saiu de casa sem pretensões, e estava cansada demais para encarar uma balada até altas horas.

Estava se divertindo, mas resolveu pagar a conta cedo para não ter problemas de fila. Voltou para a pista, e dançava quando ele apareceu. Trocaram olhares, sorrisos e ficaram se olhando de longe por um tempo. A ansiedade aumentava com o ritmo da música. Ela tinha medo que ele não se aproximasse.

Mas ele se aproximou. Começaram a conversar e o papo era ótimo. Muitas afinidades, muita coisa em comum. Ela desistiu de ir embora cedo e ficou na balada até tarde com ele.

A balada acabou, mas eles não queriam se despedir. A noite ainda não tinha chegado ao fim para eles. Então ele sugeriu que eles fossem tomar café da manhã para poderem conversar melhor.

Chegaram na padaria, sentaram, comeram, conversaram sobre cinema, esporte, família, viagens. Eles resolveram ir embora quando o dia começou a clarear, porque ele tinha que trabalhar ainda de manhã. Trocaram telefones e ele disse que ia ligar.

No dia seguinte, ele ligou. Ligou para falar “oi”, para falar que adorou conhecê-la e que queria vê-la de novo, e logo. Ela gostava do jeito dele. Ele a fazia rir. Era gentil, carinhoso, interessante e atencioso.

Continuaram se falando. Queriam se encontrar, mas as agendas não batiam. Ela já estava quase se conformando que teria que esperar até a próxima semana para encontrá-lo, quando ela comentou que estava indo para o supermercado. Ele disse que também precisava, e sugeriu que eles se encontrassem no corredor de vinhos do Pão de Açúcar 24h.

Lá foi ela, em direção ao supermercado, com a listinha de compras em punho. Quando o viu, sentiu um frio na barriga. Deram um abraço apertado, um beijo quente, se olharam nos olhos e sorriram.

Cada um com seu carrinho, deslizavam pelos corredores fazendo suas compras. Aproveitaram ao máximo o tempo que ficaram juntos. Afinal de contas, aquele era o primeiro encontro oficial do casal.

Foi uma idéia totalmente espontânea, que ele sugeriu simplesmente porque queria encontrá-la, e saberia que aquela seria sua única chance na semana.

O programa não era glamuroso, mas foi especial. E muito divertido. O funcionário dos frios até o avisou que sua “esposa” já tinha comprado peito de peru.

Saíram do supermercado e seguiram para um restaurante, ignorando as compras que descongelavam nos portas-malas. Eles precisavam conversar mais. Ainda não era hora de dormir...


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Taí um homem que sabe o que quer e que não tem medo de mostrar. Até agora, seguiu todas as regras do homem ideal. Sem neuroses, sem dificuldades.

Como vai ser o fim da história, ninguém sabe. Mas de vez em quando é bom ver um exemplo de um homem assim para manter a esperança viva.

O homem ideal

- pega o nosso telefone e liga (e não demora uma semana para ligar)
- não fica mandando torpedos (mas se a gente mandar, responde)
- não fica fazendo joguinho (mas também não pode grudar)
- convida pra sair (e oferece pra buscar em casa)
- já chega com algumas sugestões de lugares (e não fica esperando que a mulher sugira)
- paga a conta no primeiro encontro (e recusa quando a mulher oferece para dividir)
- fala que quer sair de novo (e quer mesmo)
- fala que vai ligar (e liga mesmo)
- ou então não fala nada (e a gente não fica esperando)

É difícil?


PS - post criado com a inspiração e colaboração da Debbie e da Aninha.